confira-10-dicas-para-a-reducao-de-custos-no-condominio

Alcançar a redução de custos no condomínio é um dos grandes desafios de qualquer síndico atualmente. Podemos considerar, inclusive, como uma das responsabilidades mais importantes da sua gestão, pois otimiza o planejamento financeiro e permite uma administração mais proveitosa.

Afinal, com isso, é possível equilibrar melhor as contas do condomínio, bem como utilizar seu capital para investir no que realmente importa: projetos de benfeitorias e comodidade para os moradores. Muitos acreditam que para economizar é preciso fazer algo grande, mas saiba, de antemão, que é possível realizar isso focando em simples ações no dia a dia.

Para que você possa entender melhor esse ponto, listamos aqui 10 dicas de redução de custos no condomínio. Confira!

1. Reduza o quadro de funcionários

Boa parte dos custos do condomínio envolve a folha de pagamento e a gestão de funcionários, como equipes de limpeza, portaria, segurança e zeladoria. É claro que todos esses trabalhadores são indispensáveis para o funcionamento do prédio, porém é preciso pensar em alternativas para reduzir o quadro sem comprometer as necessidades prediais básicas.

Uma delas é investir em empresas que oferecem serviços condominiais terceirizados. Assim, o único custo mensal será com o pagamento do pacote de serviços, que incluirá a gestão completa de todos os setores do condomínio. Isso vai contribuir para reduzir os gastos com funcionários específicos e, até mesmo, com o pagamento de eventuais horas extras.

2. Terceirize a zeladoria do condomínio

Essa dica está diretamente relacionada a anterior, visto que terceirizar a zeladoria do condomínio é uma solução rápida, inteligente e eficaz para a redução da folha salarial de uma equipe grande de funcionários. Como sabemos, a zeladoria é o coração do prédio, pois o zelador é quem fiscaliza as ocorrências e mantém tudo em perfeito estado de funcionamento.

Nesse sentido, investir em uma zeladoria terceirizada traz benefícios não só do ponto de vista financeiro, mas também do administrativo. Isso porque a empresa contratada disponibiliza funcionários altamente capacitados e treinados para exercerem a função, de modo que não será preciso se preocupar com a qualidade do trabalho prestado. A maioria das empresas oferece um amplo pacote de serviços, com suporte administrativo, financeiro e pessoal.

Ou seja, dá para manter todos os departamentos funcionando da melhor maneira possível, o que agiliza os processos, poupa recursos e permite investimentos extras nas benfeitorias do prédio. Isso sem falar que a contratação de um funcionário pelo método convencional da CLT é muito mais dispendiosa e burocrática.

Quando você investe em uma zeladoria terceirizada, isso não é problema, já que a empresa é quem assumirá os encargos previdenciários e trabalhistas de toda a equipe. Além disso, se for necessário substituir algum funcionário, o processo também será muito mais rápido, pois a companhia terá trabalhadores à disposição para isso.

3. Invista em um sistema de portaria remota

Essa é uma das soluções mais inteligentes se a intenção é reduzir os custos do condomínio. Com a portaria remota, também chamada de virtual, os porteiros presenciais são substituídos por agentes que controlam os portões e a garagem de forma remota, com auxílio de câmeras de monitoramento e internet.
Dessa forma, sem portaria física no prédio, o condomínio consegue ficar livre de um dos custos mais caros do edifício: o porteiro. Especialistas indicam que, com esse investimento, é possível economizar até 60% na taxa condominial, dependendo da localidade. É ou não é uma grande vantagem?

4. Aposte no reuso da água

A primeira ação indicada na redução de custos do condomínio está em focar no reuso da água. Afinal, é comum que o gasto com esse recurso chegue a mais de 10% das despesas gerais do condomínio.

Então, além de ações preventivas e de manutenção no próprio sistema de água do condomínio, é indicado procurar maneiras alternativas para contribuir com essa questão. Captar, tratar e reutilizar águas que têm potencial para isso — tal como a água da chuva — é uma dessas alternativas.

Os modernos sistemas de captação de água da chuva permitem aproveitar a água pluvial em finalidades não potáveis, por exemplo, irrigação de jardins e reutilização nas descargas sanitárias e tarefas de limpeza, como a lavagem das calçadas e das áreas comuns do prédio.

Além disso, é preciso estar sempre atento para que não haja desperdício de água por parte dos moradores e funcionários, focando na conscientização de todos para a preservação desse recurso indispensável.

5. Individualize os hidrômetros

Instalar hidrômetros individuais é a melhor solução para auxiliar na economia de água no condomínio. Afinal, quando as pessoas sentem o gasto no próprio bolso, é natural que elas se apresentem mais dispostas a economizar e controlar o uso dos recursos. A individualização é uma medida padrão nos relógios de energia elétrica, mas por que não estendê-la aos hidrômetros?

Dessa forma, os moradores ficarão mais conscientes não apenas porque estarão pagando sua própria conta, mas também porque sua cota de consumo poderá ser observada pelos demais condôminos. Ninguém vai querer fazer feio, certo? Até porque agir de forma sustentável hoje em dia é indispensável para preservar os recursos do planeta e auxiliar na qualidade de vida das gerações futuras.

Outro detalhe importante é cuidar da fiscalização dos apartamentos para identificar eventuais problemas hidráulicos nas instalações. Muitas vezes, os moradores não conseguem verificar vazamentos ou infiltrações que podem estar gerando consumo desenfreado de água. Sendo assim, é função da administração do prédio ficar de olho para evitar o desperdício e manter a máxima eficiência dos sistemas.

6. Utilize lâmpadas de LED

Um ponto muito importante nas contas de um condomínio é o gasto com energia elétrica. Um dos grandes responsáveis por esse consumo são as lâmpadas elétricas convencionais. Para quem ainda não sabe, as lâmpadas de LED (Light Emitting Diode) são uma boa pedida para substituí-las a fim de trazer economia. Afinal, elas são consideradas 80% mais econômicas que as lâmpadas comuns.

Para garantir essa economia, a lâmpada de LED funciona a partir da tecnologia de emissão de luz por meio de diodo. No entanto, para atestar a qualidade e a eficiência dos produtos oferecidos pelo mercado, é essencial verificar se as lâmpadas têm o selo do INMETRO, constando o número de registro e o ano de fabricação. Os itens devem trazer também a etiqueta ENCE (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia), que confirma a máxima eficiência energética das lâmpadas.

Além disso, o uso dos LEDs é vantajoso para o meio ambiente, reduzindo não só o gasto energético, mas também o lixo tóxico — já que não têm mercúrio — e a emissão de gases que contribuem para o efeito estufa, pois geram bem menos calor se comparados às lâmpadas incandescentes e fluorescentes tradicionais.

7. Instale sensores de presença

Não basta trocar as lâmpadas das áreas comuns por versões de LED e incentivar os moradores a fazerem o mesmo. Investir em sensores de presença também é outra medida essencial para a redução de custos no condomínio, sobretudo se estivermos falando de edifícios amplos.

Esse tipo de sistema utiliza tecnologia de detecção de radiação infravermelha, percebendo as fontes de calor para, então, reagir a elas, acendendo a luz. Dessa forma, não será necessário se preocupar com aquelas lâmpadas que antes ficavam acesas a noite inteira na portaria do prédio ou próximas aos elevadores.

Isso significa o fim da dor de cabeça do síndico que precisava ficar controlando o acionamento e cobrando mais atenção dos moradores. Sem falar que traz muito mais segurança para as áreas comuns do prédio, já que, sempre que houver presença física, as lâmpadas se acionarão de imediato.

8. Foque na manutenção preventiva

Outro ponto relevante está na manutenção dos equipamentos do condomínio. Saiba que fazer o trabalho de prevenção deles ajuda a evitar gastos desnecessários no futuro. Principalmente para os condomínios que são mais antigos, ações como essa são essenciais, na medida em que visam garantir o melhor desempenho de sistemas complexos, como o elétrico e o hidráulico.

Entenda que praticamente tudo tem um período de vida útil e precisa ser substituído ao longo do tempo. Há casos, inclusive, que o equipamento antigo acaba gerando muito mais custo para o prédio, o que dificulta o trabalho do síndico de gerir bem os recursos financeiros.

Então, além de caprichar nas manutenções preventivas, considere a possibilidade de substituir sistemas antigos por versões mais modernas e menos custosas. O gasto com a reforma certamente será recompensado em curto prazo com a economia gerada a partir de dispositivos mais eficientes.

9. Verifique as instalações com frequência

Como vimos, as manutenções preventivas têm a função de identificar sinais de problemas nas instalações do prédio, permitindo que sejam corrigidos antes de se agravarem. Portanto, as manutenções são fundamentais para a redução de custos do condomínio, visto que quanto mais grave for um problema, mais custoso será para corrigi-lo.

Por isso, as áreas comuns devem ser inspecionadas periodicamente por funcionários habilitados, assim como as unidades habitacionais. Dessa forma, qualquer tipo de problema poderá ser identificado, possibilitando a resolução imediata das pendências, sejam elas nos acabamentos ou, até mesmo, na estrutura do condomínio.

10. Lute contra a inadimplência

Por fim, a nossa última dica é sobre algo que afeta muitos condomínios: a inadimplência. Nós sabemos que nenhum síndico está imune a ter que enfrentar essa questão e também o quanto isso impacta os outros moradores, que muitas vezes precisarão preencher essa lacuna financeira no futuro.

Por isso, é extremamente importante que a inadimplência seja resolvida para uma possível redução do valor da taxa condominial, bem como para possibilitar um cenário em que o síndico consiga fazer a gestão do condomínio com mais tranquilidade.

Tão importante quanto essas ações de redução de custos no condomínio, é o investimento em tecnologia e a elaboração de um planejamento orçamentário eficiente, que consiga trazer o equilíbrio necessário às finanças administrativas. Assim, garantir uma gestão bem-sucedida e uma convivência harmoniosa será um caminho natural no edifício!

Gostou do post? Então aproveite e compartilhe essas dicas valiosas com seus amigos nas redes sociais e acompanhe-nos no facebook e linkedin!